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Mostrando postagens de novembro, 2024

Presente de aniversário

O dia inicia, olho para as palavras do salmista, e sinto que elas me tocam no íntimo. Ontem à noite, deitada em minha cama, pedi ao Pai uma palavra especial dele, como presente de aniversário. E hoje me deparo com esta frase, dita por Davi: “Põe-me à prova, Senhor. Examina-me. Investiga o meu coração e a minha mente. Pois estou sempre consciente do teu amor e tenho vivido de acordo com a tua vontade” Do alto dos meus recentes 54 anos, inicio o dia me sentindo desafiada a, nos próximos anos da minha vida, viver sempre consciente do amor do Pai e viver de acordo com a vontade dele. Viver sempre consciente! Me ocorre que isso exige intencionalidade, exige escolha e exige decisão. Isso porque, cada vez mais, me sinto engolida por um mundo repleto de distrações. O dia passa e eu fico perplexa me perguntando: como o tempo escorreu pelos dedos? Diariamente e massivamente somos assaltados por ladrões de tempo. Nossa vida vai entrando numa roda viva de ações automáticas, reações...

Meus eus

♡ Mas... eu não sou eu? Não.  Eu sou eus. _________ Ellens - junho 2023.

Saudade

A vida é assim. Ela vem. Se instala. Se esbalda. Se espalha. Encanta. Aflige. Contagia. Preenche. Mas um dia se vai. E o que fica? Saudade. Sempre é dia para amar e demonstrar amor. ❤ Ellen Londrina, 09/02/2024. Saudade da vó Calu.

Óculos

♡ Um dia, lendo minha Bíblia:  "Como a corsa anseia pelas correntes de água, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus. Tenho sede de Deus, do Deus vivo; quando poderei estar na presença dele?" Salmos 42.1 ♡♡♡ Sinto que aprendi a ler a Bíblia de óculos: óculos da religiosidade, óculos dos meus próprios desejos, óculos da cultura evangélica.  A impressão que tenho, é que não vi Deus direito. Impressão de grau desajustado.  Hoje, sinto a necessidade de me desapegar dos óculos, e reaprender a ver Deus. A minha alma continua com sede de Deus, do Deus vivo. Ellen

Família somos todos

♡ O domingo se foi. Reunimos a família para um almoço especial: o aniversário da bisa. Obviamente não a minha bisa. É a bisa da minha neta Laurinha, minha sogra. O cardápio foi simples e aconchegante: arroz carreteiro e salada de almeirão. A sobremesa? O bolo de aniversário. Momento de família reunida, de “pegar no pé” um do outro, de tirar fotos com o celular, de risada, de comilança, de abraços e de adeus. Agora, a casa está vazia, ou quase vazia. Apenas eu, meu amor e minha gatinha. Sento-me sozinha no sofá, revendo e editando as fotos tiradas, e me detenho especialmente em uma delas. Nela, estou segurando a Laurinha, após sua mamãe amamentá-la. Contemplo a foto por um instante. Corto aqui, clareio ali, dou um close em nós duas. Pronto, ficou ótima. Fecho o meu celular e prossigo em meus afazeres. Dia seguinte, segunda-feira. Almoço sozinha. Após a última garfada, abro as fotos para que me façam companhia, e me detenho especialmente em uma: a tal foto em que estou segurando Laurinha...