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Mostrando postagens com o rótulo De amiga pra amiga

Vida em vida

Me encontrei recentemente com uma amiga querida. Almoçamos juntas e colocamos o papo em dia. Compartilhamos vida. Vida! Embora haja estudos e pesquisas abundantes sobre uma humanidade cada vez mais ansiosa, eu olho perplexa para minha própria vida. Constato a minha vulnerabilidade, meus vazios existenciais, meus questionamentos, identifico gatilhos, admito períodos em que sinto tédio e ansiedade, e relembro tempos passados. Parece-me que, outrora, minha fé era tão firme e inabalável, a esperança tão viçosa e resiliente e eu mais forte. Pode ser que sim ou pode ser que não... porque, no final das contas, isso não é o mais importante.  Eu admito as minhas mazelas, mas elas não me definem. Tenho aprendido que o cerne da minha vida não é o que eu sinto. O mais importante não são os meus sentimentos, embora eles sejam importantes. O cerne está no que eu creio. É daí que flui a vida. Essa é a nossa âncora. Certa feita, um especialista na Lei de Moisés, querendo provar Jesus, perg...

Óculos

♡ Um dia, lendo minha Bíblia:  "Como a corsa anseia pelas correntes de água, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus. Tenho sede de Deus, do Deus vivo; quando poderei estar na presença dele?" Salmos 42.1 ♡♡♡ Sinto que aprendi a ler a Bíblia de óculos: óculos da religiosidade, óculos dos meus próprios desejos, óculos da cultura evangélica.  A impressão que tenho, é que não vi Deus direito. Impressão de grau desajustado.  Hoje, sinto a necessidade de me desapegar dos óculos, e reaprender a ver Deus. A minha alma continua com sede de Deus, do Deus vivo. Ellen

Momentos

Conversava ontem com a filha Dudi e a filha Gi. Não, não são filhas que nasceram da minha barriga. Mas fui agraciada por Deus, por essas mulheres lindas que Ele colocou na minha vida. Dudi, filha do meu amor, mulher admirável, destemida e decidida desde muito pequenina. Gi, minha nora, mulher linda, corajosa, dona de uma fé pura e singela. E conversávamos assim, nós três,  noite adentro,  na cozinha, conversa solta, descontraída, gostosa. Cornélio Procópio, Aguativa Privilege, junho 2024. PS. A noite em que eu e Gigi acordamos a Du com as nossas gargalhadas.

A Borboleta e o Príncipe Corajoso

Minha amiga Borboleta!  Isso mesmo! Descobri que o seu nome, Vanessa, quer dizer “borboleta” e, “por extensão, os simbolismos associados com a transformação, a renovação e a felicidade”¹. Gostei muito dessa imagem! Hoje olho para você, e vejo exatamente isso: uma linda borboleta de asas fortes, que alça seus voos, colorida no corpo e na alma, leve e solta. Olhando para trás, você teve o seu tempo de casulo, aquele tempo de formação e transformação. Certa vez li um texto muito interessante que, a certa altura, dizia: “é no estertor da crisálida que nascem as borboletas de asas fortes”². Eu vejo esse espaço de tempo existente entre você se permitir ser amada e você se permitir amar, como esse casulo, forjando em você a mulher forte que se abriu para o amor. O processo não foi rápido, do tipo “amor à primeira vista”, e nem fácil, em muitos momentos. E no estertor da crisálida, por vezes, o sofrimento foi intenso.  Mas, amiga, precisava ser assim, não só por causa do amor que esta...

As irmãs

A minha mente não consegue alcançar Deus, não consegue explicar Deus. Ela questiona, quer ver a lógica na existência de um Deus, que é o Deus criador, o Deus da Trindade, o Deus que está distante, mas que está perto... minha mente não alcança isso, questiona. Mas a fé que há em mim, acolhe esse Deus, e permite que esse Deus, cuja existência está além do nosso mundo natural, o Deus sobrenatural, me traga sentido de vida. Em Deus, então, tenho vida, vida plena, apesar da nossa incompletude de seres humanos. Aos questionamentos da minha mente eu digo: “Tudo bem, você é a mente sendo mente. Apenas respeite (e até aceite!) a presença da fé, sua irmã. E respeite aquela outra dimensão que ela traz... e que torna a vida tão bela, tão desafiadora”. Ellen - 12/02/2023 Sobre a foto Parte 1 - Houve um tempo em que haviam duplas de cuidado mútuo em nossa igreja. Minha mãe e a Maria Helena formavam uma destas duplas, e eu brincava: "Tudo bem, eu compartilho a minha mãe com você!"...

“O porém”

Uma das lições que aprendi na terapia é perceber os meus sentimentos e questioná-los. Como quando fico irritada, mal-humorada e sem paciência com quem está próximo de mim (coitado do meu marido!). Então, faço uma pausa e converso comigo mesma: “Por que está irritada, ó minha alma?” – parafraseando o salmista. Vou puxando o fio da meada e, às vezes, me surpreendo com o que encontro. Quando descubro o motivo real, o ponto de partida, o elemento causador, o gatilho, então consigo ser mais realista, prática e, geralmente, mais efetiva no enfrentamento da questão. Hoje acordei querendo encontrar algo especial na minha Bíblia. Então pedi um texto à Deus pensando em uma amiga querida que está celebrando mais um ano de vida. Ei-lo: “Durante o dia, porém, o Senhor me derrama o seu amor, e à noite entoo seus cânticos e faço orações ao Deus que me dá vida” (Salmos 42.8).  “O Deus que me dá vida...”. De manhã o amor caindo como cascata sobre nós, e à noite, cânticos e orações ao Deus ...

A percepção da sombra

A Bíblia é um excelente livro para meditação (comentava isso outro dia com a querida Mari Faleiros). Ao mesmo tempo que nos deparamos com textos difíceis, que demandam um conhecimento do contexto histórico, das figuras de linguagem próprias da cultura da época, às vezes de uma pesquisa em diversas traduções da Bíblia, para que se compreenda com mais  profundidade, o fato é que ela é riquíssima, um vasto campo para nos recolhermos, para aquietar a alma e para receber aquele alimento invisível que vai nos sustentar o dia todo. Pois foi assim hoje. Estamos em uma semana de muita chuva, com um friozinho gostoso, e sair de manhã da cama para ir trabalhar é realmente uma batalha.  Então, ainda deitada, comecei a recitar mentalmente alguns textos bíblicos para ver se despertava a minha mente, os meus olhos, o meu corpo: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem, ...

Calmaria 1

"Navegar é preciso", já dizia o poeta. No mar da minha vida tenho experimentado águas tranquilas, piscinais. Baixo a guarda, aquieto meu coração e contemplo a paisagem. A impressão é que a calmaria não será jamais e, novamente, perturbada... Até que, inesperadamente, uma tempestade abate-se sobre o meu barquinho. Ondas bravias me arrancam da minha segurança, chego a pensar que não adianta mais resistir e lutar... Então, lembro-me das palavras do salmista: “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita” (Salmos 73.23). Quando penso estar à deriva no oceano da minha existência, sinto a mão amorosa do meu Deus segurando a minha mão, me sustentando, conduzindo-me novamente às águas tranquilas que fluem da sua presença. Calmaria novamente. Ellen Quintela Duarte  Jan/2011