Último dia do ano. Dia de reflexão. Me permito um corte. Minha reflexão não passa pelos tumultos políticos nacionais vividos, ou mesmo pelas novas e duras realidades suscitadas pela Covid-19 ao longo dos últimos anos. Não passa pela guerra Rússia-Ucrânia, não passa pela realidade de destruição constante das nossas matas e da riquíssima natureza que Deus nos deu. Não passa pela multiforme injustiça cometida diariamente. Não passa pela análise das grandes corrupções e pequenas corrupções. Sobre essas e tantas outras realidades, há tanto que se pensar, se dizer, se fazer, mas... não. Hoje tiro o dia para pensar em mim. O meu recorte sou eu. Neste ano, o meu corpo sentiu sobremaneira e de forma inédita, vários impactos de um corpo que naturalmente envelhece. A cabeça, que se sente jovem, impressiona-se com um corpo que nem sempre a acompanha. De fato, vislumbro a realidade, quando percebo a ruptura entre o que quero e o que posso fazer, fisicamente falando. Não que eu me sinta ...
Ziguezagueando cheguei até aqui. Parei e me encontrei nesta volta, mas não perco de vista a que adiante está.