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Mostrando postagens com o rótulo Diário de uma mãe

Momentos

Conversava ontem com a filha Dudi e a filha Gi. Não, não são filhas que nasceram da minha barriga. Mas fui agraciada por Deus, por essas mulheres lindas que Ele colocou na minha vida. Dudi, filha do meu amor, mulher admirável, destemida e decidida desde muito pequenina. Gi, minha nora, mulher linda, corajosa, dona de uma fé pura e singela. E conversávamos assim, nós três,  noite adentro,  na cozinha, conversa solta, descontraída, gostosa. Cornélio Procópio, Aguativa Privilege, junho 2024. PS. A noite em que eu e Gigi acordamos a Du com as nossas gargalhadas.

Docinho de leitinho

É manhã de sábado. À noite, como não poderia deixar de ser, Um vulto pequenino se aproxima de minha cama. Então, a cena que se segue me enternece. Sinto a criaturinha deitada ao meu lado, dormindo, agora sem medo, tranquila, sonhando suas fantasias. Ora é uma mão na minha barriga, ou um pé no meu rosto. Fico irada! Oh! Grande mentira! Amo saber que ele se sente seguro ao meu lado. Amanhece. Acordo. Ainda deitada, planejo os afazeres do dia, mas me perco contemplando a doce criaturinha que ainda dorme. Fico parada, olhando para o seu rostinho tão bem feito... parece um anjo. Sim, é um anjinho que Deus mandou para preencher ainda mais as nossas vidas. É um dom maravilhoso de Deus. É uma benção incomparável para nós, pais. São eles, nossos filhos. Este, de quem falo? Ah! É o meu Docinho de Leitinho, que continua dormindo. Meu filhinho:Gui. Ellen Quintela Duarte  (1996 - Gui com 02 anos)

Milagre da vida 1

Um dia fui ao médico, fazer “um tal de ultra-som”. Assustada, insegura e ansiosa eu vi, em meio a um monte de imagens disformes e escuras, um pontinho que pulsava, pulsava, pulsava. Aquele pulsar me hipnotizou. Eu não conseguia desgrudar o olhar daquilo que era a representação da vida que existia dentro de mim. Senti um misto de alegria, de culpa, de felicidade. Naquele momento senti que a vida era muito real, grande, divina. Naquele momento senti algo que não sei explicar, mas que encheu a minha vida de mais sentido ainda. O que um simples pontinho pulsante pode fazer com uma pessoa! Me transformou de menina-mulher, em mulher integral. Me fez sentir completa, feliz, apaixonada. Esse pontinho milagroso, mais tarde, recebeu um nome: Danilo...milagre da vida! Ellen Quintela Duarte  (Nasce, em Curitiba, em 12/09/1993, um lindo bebezinho medindo 50cm e pesando 3.500Kg)

Milagre da vida 2

O meu pontinho pulsante, milagre da vida, cresceu. Hoje ele tem nove anos. Milagre da vida! Se é impressionante o Criador gerar uma vida, é mais impressionante ainda Ele fazer esta mesma vida renascer, nascer duas vezes. Por uma destas contingências da vida, o meu Danilo quase se foi... e eu me perco novamente contemplando, em meu filho, o milagre da vida! Toda honra, toda glória, todo louvor sejam dados somente a Deus, autor e consumador de toda vida, aquele que traz à existência aquilo que não existe, aquele que me comove e me atrai com seu grande e infinito amor. “Tu mudaste o meu choro em dança alegre; Tiraste a minha roupa de luto E me vestiste com roupa de festa. Por isso não ficarei calado, Mas cantarei louvores a ti. Ó Deus Eterno, tu és o meu Deus; Eu te louvarei para sempre!” Salmos 30:11,12 Ellen Quintela Duarte  Londrina – 15/09/2002

Luz

Primeiramente uma nota: No ano de 2002 eu e minha família sofremos um acidente automobilístico, provocado por um motorista bêbado. Como consequência do capotamento, minha enteada precisou ser operada na face, meu filho mais velho também passou por uma cirurgia de emergência em virtude de um traumatismo craniano grave e meu filho mais novo, com sete anos na época, não sofreu nenhum ferimento físico, mas presenciou toda aquela cena. Anos mais tarde, em uma aula de produção de texto, a professora pediu para que os alunos escrevessem sobre um fato marcante em suas vidas. Não pude conter as lágrimas quando li as palavras produzidas pelo meu filho, reflexo do que estava na sua alma. Abaixo, as transcrevo. Luz Lembrar! Pra quê? A luz forte que vinha em minha direção, Um espetáculo de luz ou medo do indefinido que vinha em minha direção... Não sei até hoje se eu apreciava ou temia aquela luz de que nunca me esqueci e de que nunca me esquecerei. Pois aquela luz mudaria minha vida. Falo a todo...