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Bom dia!

Sempre gostei de ouvir passarinhos cantando!!! Estou na praia com a minha família. Levantei cedo, vim para a varanda e sentei aqui, sozinha. Olhos fechados, ouvidos atentos. Então, ouço o som de uma goteira com seu barulhinho de água pingando, que denuncia a chuva noturna. Ouço pessoas acordando para o dia. Ouço um zumbido do ouvido, parceiro constante. Ouço meu filho brincando com a filha, minha netinha, no quarto ao lado. Mas a minha atenção se volta para o canto dos pássaros. O que eles tanto “falam”? Às vezes é um canto solitário; às vezes parece um diálogo: um “fala” e o outro “responde”. Às vezes é uma profusão de sons, uma verdadeira sinfonia. Todos cantam juntos em alto e bom som, vibrantes. Às vezes silenciam, e eu aguço ainda mais a minha atenção, na tentativa de ouvir outro canto, ao longe. Então, inesperadamente, dois pássaros voam baixo, ligeiros, cantando a plenos pulmões... lindo! Me pego sorrindo frente a esse espetáculo da natureza. Uma garo...

Mãos estendidas

 A vida com Deus, a vida em Cristo, são experiências que extrapolam a materialidade e a racionalidade humana. Não nos resta nada mais que mãos estendidas para acolher aquilo que nos vem como um presente.  Não há esforço humano, há apenas um Deus transcendente, majestoso e amoroso que deliberadamente se revela a nós, a cada dia .  Temos olhos para ver?  Humildade para aceitar? Ellen - 27/12/2025  Lendo a Bíblia em João 17.6, 26 - NVT “Eu revelei teu nome àqueles que me deste do mundo. Eles sempre foram teus. Tu os deste a mim, e eles obedeceram à tua palavra. (...)  Eu revelei teu nome a eles, e continuarei a fazê-lo. Então teu amor por mim estará neles, e eu estarei neles”. Clica aqui e ouça: 🎶 "... se revelou aos seus..."

#4 Minha melhor amiga

 Foi na formatura da filha Dudi. A festa é muito simbólica porque a Arquitetura sempre foi o sonho dela, desde muito pequena. Começou os estudos em Londrina, terminou em São Paulo, na Mackenzie. A festa é uma explosão de alegria com sabor de conquista e, ao mesmo tempo, de expectativas frente à futura carreira que a aguardava a partir daquele dia. A festa é contagiante, cheia de sons, de cores, de sabores e de amigos. Na mesa da família, a família, orgulhosa de tudo o que aquele momento representa. No salão, uma maravilhosa confusão de formandos e amigos indo e vindo, rindo e se abraçando, pura alegria. Dudi vem à nossa mesa, com aquele seu jeito de ser, toda expansiva e intensa, e nos apresenta a amiga recém-chegada: “Família, essa é minha melhor amiga!”. E, claro, a gente fica feliz em conhecer a sua melhor amiga. Alguns minutos se passam, e novamente ela vem à nossa mesa com outra amiga, e nos apresenta: “Família, essa é a minha melhor amiga!”.   O curioso é q...

O que resta de nós: ausência ou presença?

“Sempre pensei que fosse resistente a mudanças, sempre pensei que ‘minha casa’ fosse o lugar onde estivessem minhas lembranças e meus hábitos. Tomo consciência, agora, que ‘minha casa’ é onde estou. Nesse bairro, nessa rua, nesse prédio, nesse apartamento e nesse quarto, que me eram estranhos, encontrei um lar”. [1] Iris. Grifo esta frase em meu livro e, entre tantas outras, é ela que permanece, que me acompanha mesmo após eu ter terminado a leitura. “Tomo consciência, agora, que minha casa é onde estou” . A frase me intriga e eu quero entender o porquê. A história, sabemos, nos apresenta três personagens principais: Jeanne, que após a morte do seu amor, se sente desconectada da sua casa, do seu ateliê, daquele lugar que sempre foi “um lugar para chamar de seu”. Seu lar passa a ser as horas que ela passa junto ao túmulo de Pierre, contando-lhe os movimentos do seu dia. Theo é órfão. Mora em um abrigo para menores e, apesar dos desafios que enfrenta ali, ali é a sua casa, o l...

O monte

O lugar da solidão O lugar da escuta O lugar da transparência  O lugar do consolo O lugar do fortalecimento  O lugar do choro O lugar do riso O lugar do murmúrio  O lugar do sussurro O lugar do colo O lugar do encontro  O lugar de ser nutrido O lugar da conexão  O lugar do silêncio  "Jesus voltou ao Monte das Oliveiras..." E eu? Ellen, novembro de 2025. ⚜️ Lendo João 7 e 8 - Bíblia NVT  Ouça 🎶  Canção para Pedro - Vencedores por Cristo Foto: Oliveiras em Mendoza 03/2018

Presente de aniversário

Faz parte de um ritual particular, no dia do meu aniversário, eu buscar em mim palavras que expressem minha alegria e gratidão. Faz parte eu acordar preguiçosa, curtir a cama e  auto celebrar um dia que é meu. Faz parte eu ser abraçada pelo meu marido, sussurrando no meu ouvido: "Feliz aniversário, meu amor". Faz parte a expectativa do abraço dos meus filhos, da minha família. Faz parte eu passar o dia pensando naquele momento, à noite, em que reunimos a família, simplesmente a família, para comer esfirras e quibinhos do kiberama, e partirmos um bolo depois. Faz parte eu me permitir ficar meio a toa durante o dia. Faz parte eu checar os parabéns no Instagram e nos grupos de WhatsApp.  Faz parte postar um story falando do meu dia. Faz parte eu curtir calma, serena e silenciosa - ao melhor "estilo Ellen de ser".  Mas esse ano foi diferente. 25 de novembro 23h30. Somos surpreendidos: a bolsa da Gigi estourou! Meu netinho, que ia chegar apenas em 8 de dezembro, ao que p...

Se eu soubesse

"Se eu soubesse contar infinitos" ... Tudo seria diferente? O sofrimento seria evitável? Não teríamos erros a computar? O caminho seria plano E nossos planos seriam retos E retas seriam nossas ações? Não haveria o choro da decepção? A dor da rejeição? O som estrondoso do silêncio?   "Se eu soubesse contar infinitos" ... Como seria esse universo chamado Vida? Não haveria o oco do abandono? O medo do incerto? A inércia que vem da incerteza? Nossa fala seria sempre assertiva E assertiva seria a expressão do nosso amor? Nosso mundo redondo seria apenas de risos e gentileza, De coloridos, luz e música?   "Se eu soubesse contar infinitos" ... Mas eu não sei. Ninguém sabe.   Tereza passou uma vida inteira absorta em seus círculos, tentando exprimir na sua arte, aquilo que na vida era impossível: a previsibilidade reconfortante, o conhecimento pleno das coisas, a justiça soberana em todas as esferas da vida. Círcul...

A pombinha

Choveu esta manhã. Fui para o escritório e trabalhei embalada ao som da água caindo lá fora. Olhei para a sacada e vi a pombinha lá, andando de um lado para o outro, toda molhada, vez por outra chacoalhando as suas asas para se livrar do peso da água. É preciso dizer, ela é uma visitante ilustre que todo dia vem dar o “ar da graça”, tão perfeita, toda branquinha com o seu rabinho de leque, verdadeira obra de arte do Deus criador. Aliás, costumo dizer que quando ela aparece é Deus vindo me dar bom dia, encarnado na sua criação. Mas hoje, ao olhar para ela ali debaixo da chuva, senti o ímpeto de protegê-la, e comecei a pensar como eu poderia fazer um abrigo ali, para ela. Cada vez que eu a olhava andando de lá para cá, meu coração apertava, eu queria protegê-la, a “minha pombinha". E quanto mais meu coração apertava, mais eu ia ganhando consciência de que eu não deveria fazer nada. Ela sabe se virar, ela tem para onde ir, seu instinto lhe diz o que fazer. Foi assim que o...