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Uma planta, uma criança, um livrinho

"'Agrada-nos ver desvanecer os dias mais caros,
Para sentir amadurecer um bem mais caro ainda;
Uma planta rara, que no jardim cultivamos,
Uma criança que educamos,
Um opúsculo que escrevemos.'


Puxou a caneta da escrivaninha, procurou e encontrou uma folha de papel e nela copiou os versos. Mais tarde mostrou-os a Plínio e acrecentou: - Este versos agradaram-me, eles têm uma característica: tão secos e tão sinceros, vão ao íntimo! E combinam tão bem comigo e com a minha situação e meu estado de espírito atuais. Se bem que não seja jardineiro e não deseje consagrar meus dias ao cultivo de alguma planta rara, sou contudo um professor e educador e estou a caminho para assumir meu encargo, para encontrar a criança que quero educar. Como me alegro com isto!"

O jogo das contas de vidro. Hermenn Hesse. pag. 499

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