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Neste ano fiz 50 anos. Em novembro. Dia 28.
Confesso que eu estava um pouco triste. 50 anos em plena pandemia. Mas absorvi a realidade. O novo normal nos impõe esta condição.
Decidimos fazer a comemoração em casa, à quatro: eu, meu marido e meus filhos.
Planejamos o menu do jantar e meu filho Danilo se encarregou de ser o chef da noite. Compramos os ingredientes, as bebidas, preparamos o ambiente e, nessa altura, eu já estava bem feliz, curtindo meu momento.
O dia 28 amanhece, tomo o meu banho e me sinto feliz, grata a Deus pela minha vida e pelo dia que reservava os preparativos para a minha noite especial.
Saio do quarto e observo que meu marido está me filmando no celular. Caminho para a sala imaginando o que ele está "aprontando".
A mesa está lindamente posta com uma belíssima cesta de café da manhã, e aqueles balões enormes infláveis, com os números da minha nova idade (tenho que dizer: amei os balões!).
Ele pede que eu acene com um “oizinho” e, só então, percebo que do outro lado minha mãe está na linha, direto de Curitiba, participando dessa surpresa linda. Ela ora por mim e eu me emociono. Que presente lindo!
Mais tarde o interfone toca e sou informada que há uma entrega para mim na portaria. Eu desço feito uma criança, tentando imaginar o que seria. E eis que estou diante de um vaso exuberante de orquídeas e um cartão tão meigo da minha querida amiga Ellen. Mora longe, mas se fez presente com essa surpresa linda. Meu coração fica ainda mais aquecido.
Já é noite e me arrumo para o meu jantar especial, na companhia de pessoas especiais: meu marido e meus filhos. Que noite feliz! Que jantar delicioso! Que festa linda, singela, carinhosa.
Mais tarde confiro minhas mensagens nas redes sociais e me deparo com uma mensagem fofa, de uma amiga querida, que diz: “Feliz aniversário, Ellen. 50 motivos para ser grata”.
Plim! Meu momento de epifania!
Surge o projeto “50 motivos” – um memorial com 50 motivos de gratidão a Deus nestes 50 anos de vida. Para cada motivo, um texto, uma imagem. A maioria dos textos são novos, outros, escritos em outros tempos, mas que traduzem exatamente a gratidão que me invade. Tampouco seguem uma ordem cronológica ou de importância. Vou registrando, à medida que surgem.
É um belo exercício de “trazer à memória o que me dá esperança” – Lamentações 3.21.
É a decisão de “contar os meus dias” – Salmos 90.12, escolhendo alguns retalhos da realidade que me compõe, que me lembram como a vida é breve e como devo aproveitá-la com sabedoria.
A lista já começou. Será que dou conta?
Ellen - 21/12/2020
#50anos50motivosdegratidao
“Ajuda-nos, Senhor, a entender como a vida é breve, para que vivamos com sabedoria.”
Salmos 90.12

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