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Calmaria 2

Marcos 4.35-41 - BLC “Estar na tempestade vivendo em calmaria interior é uma experiência sobre-humana” . Tempestades me angustiam, seus raios me atingem e causam dor, dor doída. Mas Jesus está no barco comigo e seu sono tranquilo me ensina a calmaria. De fato, quero aprender a viver a paz, a alegria e a adoração na tempestade. Então desvio os meus olhos dos raios que me apavoram, e fixo o meu olhar no Cristo que está no barco comigo . Ignoro o som dos trovões, que tira a minha paz, para escutar a voz serena do Cristo que está no barco comigo , e que dá ordem às ondas bravias para que se acalmem. Abro os meus lábios, não para expressar o meu medo e a minha falta de fé, mas para adorar o Cristo que está no barco comigo e que tem o controle de tudo, absolutamente tudo. Com as minhas mãos, toco os que estão no barco comigo, para consolar, acolher e compartilhar o Cristo, que também está no barco . Assim, vou aprendendo a viver a calmaria em plena tempes...

Tem certas imagens que me fazem refletir...

Como diria Rubem Alves, "Ah!", retrucarão os professores, "a felicidade não é a disciplina que ensino. Ensino ciências, ensino literatura, ensino história, ensino matemática..." Mas será que vocês não percebem que essas coisas que se chamam "disciplinas", e que vocês devem ensinar, nada mais são que taças multiformes coloridas, que devem estar cheias de alegria? Pois o que vocês ensinam não é um deleite para a alma? Se não fosse,vocês não deveriam ensinar. (...) O mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntados sobre a sua profissão, os professores deveriam ter a coragem para dar a absurda resposta: "Sou um pastor da alegria..." Mas, é claro, somente os seus alunos poderão atestar da verdade da sua declaração... A alegria de ensinar. Rubem Alves. Pag. 12, 13.

Docinho de leitinho

É manhã de sábado. À noite, como não poderia deixar de ser, Um vulto pequenino se aproxima de minha cama. Então, a cena que se segue me enternece. Sinto a criaturinha deitada ao meu lado, dormindo, agora sem medo, tranquila, sonhando suas fantasias. Ora é uma mão na minha barriga, ou um pé no meu rosto. Fico irada! Oh! Grande mentira! Amo saber que ele se sente seguro ao meu lado. Amanhece. Acordo. Ainda deitada, planejo os afazeres do dia, mas me perco contemplando a doce criaturinha que ainda dorme. Fico parada, olhando para o seu rostinho tão bem feito... parece um anjo. Sim, é um anjinho que Deus mandou para preencher ainda mais as nossas vidas. É um dom maravilhoso de Deus. É uma benção incomparável para nós, pais. São eles, nossos filhos. Este, de quem falo? Ah! É o meu Docinho de Leitinho, que continua dormindo. Meu filhinho:Gui. Ellen Quintela Duarte  (1996 - Gui com 02 anos)

Milagre da vida 1

Um dia fui ao médico, fazer “um tal de ultra-som”. Assustada, insegura e ansiosa eu vi, em meio a um monte de imagens disformes e escuras, um pontinho que pulsava, pulsava, pulsava. Aquele pulsar me hipnotizou. Eu não conseguia desgrudar o olhar daquilo que era a representação da vida que existia dentro de mim. Senti um misto de alegria, de culpa, de felicidade. Naquele momento senti que a vida era muito real, grande, divina. Naquele momento senti algo que não sei explicar, mas que encheu a minha vida de mais sentido ainda. O que um simples pontinho pulsante pode fazer com uma pessoa! Me transformou de menina-mulher, em mulher integral. Me fez sentir completa, feliz, apaixonada. Esse pontinho milagroso, mais tarde, recebeu um nome: Danilo...milagre da vida! Ellen Quintela Duarte  (Nasce, em Curitiba, em 12/09/1993, um lindo bebezinho medindo 50cm e pesando 3.500Kg)

Milagre da vida 2

O meu pontinho pulsante, milagre da vida, cresceu. Hoje ele tem nove anos. Milagre da vida! Se é impressionante o Criador gerar uma vida, é mais impressionante ainda Ele fazer esta mesma vida renascer, nascer duas vezes. Por uma destas contingências da vida, o meu Danilo quase se foi... e eu me perco novamente contemplando, em meu filho, o milagre da vida! Toda honra, toda glória, todo louvor sejam dados somente a Deus, autor e consumador de toda vida, aquele que traz à existência aquilo que não existe, aquele que me comove e me atrai com seu grande e infinito amor. “Tu mudaste o meu choro em dança alegre; Tiraste a minha roupa de luto E me vestiste com roupa de festa. Por isso não ficarei calado, Mas cantarei louvores a ti. Ó Deus Eterno, tu és o meu Deus; Eu te louvarei para sempre!” Salmos 30:11,12 Ellen Quintela Duarte  Londrina – 15/09/2002

Uma planta, uma criança, um livrinho

" 'Agrada-nos ver desvanecer os dias mais caros, Para sentir amadurecer um bem mais caro ainda; Uma planta rara, que no jardim cultivamos, Uma criança que educamos, Um opúsculo que escrevemos.' Puxou a caneta da escrivaninha, procurou e encontrou uma folha de papel e nela copiou os versos. Mais tarde mostrou-os a Plínio e acrecentou: - Este versos agradaram-me, eles têm uma característica: tão secos e tão sinceros, vão ao íntimo! E combinam tão bem comigo e com a minha situação e meu estado de espírito atuais. Se bem que não seja jardineiro e não deseje consagrar meus dias ao cultivo de alguma planta rara, sou contudo um professor e educador e estou a caminho para assumir meu encargo, para encontrar a criança que quero educar. Como me alegro com isto!" O jogo das contas de vidro. Hermenn Hesse. pag. 499

Luz

Primeiramente uma nota: No ano de 2002 eu e minha família sofremos um acidente automobilístico, provocado por um motorista bêbado. Como consequência do capotamento, minha enteada precisou ser operada na face, meu filho mais velho também passou por uma cirurgia de emergência em virtude de um traumatismo craniano grave e meu filho mais novo, com sete anos na época, não sofreu nenhum ferimento físico, mas presenciou toda aquela cena. Anos mais tarde, em uma aula de produção de texto, a professora pediu para que os alunos escrevessem sobre um fato marcante em suas vidas. Não pude conter as lágrimas quando li as palavras produzidas pelo meu filho, reflexo do que estava na sua alma. Abaixo, as transcrevo. Luz Lembrar! Pra quê? A luz forte que vinha em minha direção, Um espetáculo de luz ou medo do indefinido que vinha em minha direção... Não sei até hoje se eu apreciava ou temia aquela luz de que nunca me esqueci e de que nunca me esquecerei. Pois aquela luz mudaria minha vida. Falo a todo...

Devaneios

Dormir como um anjo, Sonhar com carneirinhos Sentir a paz invadir a alma Suspirar pelo privilégio de simplesmente viver Sorrir consigo mesma, satisfeita com a vida que tem Deixar a felicidade rejuvenescer aquilo que um dia abateu-se pelas preocupações Sentir aquela ansiedade gostosa pelo dia do amanhã, que trará coisas boas Sentir a alegria pulsar por todo o corpo e mente Deixar de sentir no peito o aperto pela culpa que não tem Sentir-se livre, leve e solta Ter ousadia para ousar Olhar no espelho e sentir-se orgulhosa do que vê Ter a capacidade de apreciar o belo Enxergar o que ninguém mais vê, porque não tem tempo ou porque brutalizou-se Sorrir, sorrir, sorrir! Plenitude! Possível! Fé! Ellen