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As pequenas escolhas do dia a dia

Sou hipertensa Descobri alguns anos atrás em exames de rotina. Não tenho histórico na família, não tenho uma alimentação desregrada, não tenho excesso de peso e sou relativamente nova. Fiz diversos exames na época para investigar as causas possíveis, mas eles não revelaram nada.   Resumo da ópera: sou assim. Meu médico me passou duas prescrições: o uso contínuo de medicação e exercício físico. Hoje minha pressão arterial está controlada e tomo regularmente meu remédio. Mas o exercício físico...   Este eu sempre relutei, empurrei, procrastinei. Finalmente neste mês, novembro de 2018, bati o martelo, decidi encarar e sair da minha zona de conforto. Iniciei um treino funcional em uma academia próxima a minha casa. Tenho consciência que a escolha pelo exercício físico precisa ser diária ou, pelo menos, toda terça, quinta e sexta-feira (meus dias normais de treino). Ontem, véspera de feriado, um dia extremamente quente, saio do meu trabalho no final do dia e n...

Sim, eu tive depressão. Hoje tenho escolha, desafio e pressa.

Último dia do ano. Motivos para agradecer? Minha vida sem depressão! Agradeço constantemente a Deus! Um simples caminhar pela rua, da minha casa ao trabalho, de cabeça erguida, percebendo as cores e os movimentos ao meu redor, é motivo de satisfação e profundo agradecimento a Deus. As novas aprendizagens dos três últimos anos são tesouros inestimáveis. Tantas novas descobertas sobre mim mesma, algumas desconcertantes, mas necessárias. Um novo olhar sendo construído a respeito da vida, da família, da igreja, de Deus. Se por um lado todas as minhas estruturas foram abaladas, algumas desconstruídas mesmo – e esse é um processo doloroso, por outro lado, enseja-se o novo. O espetáculo da vida continua com um elemento inestimável que eu julgava ter perdido, mas que está aí, insinuando-se à véspera do novo ano: o desafio! Sou desafiada à reconstrução da fé em Deus, da autoestima, à afirmação dos princípios que me fazem ser quem eu sou, à autoafirmação como ser hu...

Novas aprendizagens

É quinta-feira. Aprendendo a viver a minha meia idade, entre indas e vindas emocionais. Aprendendo a lidar com os efeitos da pré-menopausa. Aprendendo a driblar a ansiedade que insurge-se a cada momento. Aprendendo a identificar os sinais do meu corpo que gritam que não tenho mais vinte aninhos. Aprendendo a respeitar as limitações físicas e emocionais transformadas com o tempo (e em constante transformação). Aprendendo a admirar a beleza física da maturidade. Aprendendo a controlar menos (tudo e todos... certamente uma das aprendizagens mais difíceis!). Aprendendo a amar o meu marido como ele é. Aprendendo a amar os meus filhos como eles são. Aprendendo a me amar como eu sou(!). Aprendendo a ver e viver a vida como ela é. Aprendendo a solitude. Aprendendo a aprender Deus. “A cada nova fase, uma nova mulher”. Ellen 13/09/2018

O que temos pra hoje? Viver!

“Hoje levantei, tomei meu café da manhã com meu marido e filho e os despedi para seus trabalhos. Fui à janela do meu quarto, atraída pelos raios de sol, após tantos dias com chuva. Reclinei minha cabeça no umbral, fechei os olhos e tive um daqueles momentos ímpares de felicidade: sentindo a brisa da manhã acariciar meus cabelos e o raio de sol tocar minha face, tive a nítida sensação de meu Pai amoroso, Deus,  me abraçando e dizendo:   - Bom dia filha querida, viva!”. Ellen - 28/06/2013

CalMaria 3

Tenho sempre meditado sobre essa capacidade sobrenatural de viver a paz e a alegria em meio às tempestades. Aprender a viver em calmaria é um processo, como toda aprendizagem. Requer decisão e perseverança. Paciência e fé. Mas ultimamente tenho pensado muito na calma de Maria, mãe de Jesus.  No relacionamento e no cuidado com o seu  filho, frente à situações que ela não compreendia muito bem, a Bíblia nos diz que ela “guardava no coração”.  Isso me intriga: essa capacidade quando, diante de um conflito ou um fato inesperado e novo, simplesmente “guardar no coração”, numa atitude de quietude, de paciência, de  sabedoria, aguardando em Deus. Eu preciso aprender com Maria. Me ensina, Senhor, com    Maria, calMaria. Palavra do Pai: “Tenho certeza, agora, de que verei a bondade de Deus na exuberância da terra.   Contem com o Eterno. Animem-se! Não desistam! Repito: tenham esperança no Eterno. ”   Salmos 27.13, 14 Elle...

Calmaria 2

Marcos 4.35-41 - BLC “Estar na tempestade vivendo em calmaria interior é uma experiência sobre-humana” . Tempestades me angustiam, seus raios me atingem e causam dor, dor doída. Mas Jesus está no barco comigo e seu sono tranquilo me ensina a calmaria. De fato, quero aprender a viver a paz, a alegria e a adoração na tempestade. Então desvio os meus olhos dos raios que me apavoram, e fixo o meu olhar no Cristo que está no barco comigo . Ignoro o som dos trovões, que tira a minha paz, para escutar a voz serena do Cristo que está no barco comigo , e que dá ordem às ondas bravias para que se acalmem. Abro os meus lábios, não para expressar o meu medo e a minha falta de fé, mas para adorar o Cristo que está no barco comigo e que tem o controle de tudo, absolutamente tudo. Com as minhas mãos, toco os que estão no barco comigo, para consolar, acolher e compartilhar o Cristo, que também está no barco . Assim, vou aprendendo a viver a calmaria em plena tempes...

Tem certas imagens que me fazem refletir...

Como diria Rubem Alves, "Ah!", retrucarão os professores, "a felicidade não é a disciplina que ensino. Ensino ciências, ensino literatura, ensino história, ensino matemática..." Mas será que vocês não percebem que essas coisas que se chamam "disciplinas", e que vocês devem ensinar, nada mais são que taças multiformes coloridas, que devem estar cheias de alegria? Pois o que vocês ensinam não é um deleite para a alma? Se não fosse,vocês não deveriam ensinar. (...) O mestre nasce da exuberância da felicidade. E, por isso mesmo, quando perguntados sobre a sua profissão, os professores deveriam ter a coragem para dar a absurda resposta: "Sou um pastor da alegria..." Mas, é claro, somente os seus alunos poderão atestar da verdade da sua declaração... A alegria de ensinar. Rubem Alves. Pag. 12, 13.

Docinho de leitinho

É manhã de sábado. À noite, como não poderia deixar de ser, Um vulto pequenino se aproxima de minha cama. Então, a cena que se segue me enternece. Sinto a criaturinha deitada ao meu lado, dormindo, agora sem medo, tranquila, sonhando suas fantasias. Ora é uma mão na minha barriga, ou um pé no meu rosto. Fico irada! Oh! Grande mentira! Amo saber que ele se sente seguro ao meu lado. Amanhece. Acordo. Ainda deitada, planejo os afazeres do dia, mas me perco contemplando a doce criaturinha que ainda dorme. Fico parada, olhando para o seu rostinho tão bem feito... parece um anjo. Sim, é um anjinho que Deus mandou para preencher ainda mais as nossas vidas. É um dom maravilhoso de Deus. É uma benção incomparável para nós, pais. São eles, nossos filhos. Este, de quem falo? Ah! É o meu Docinho de Leitinho, que continua dormindo. Meu filhinho:Gui. Ellen Quintela Duarte  (1996 - Gui com 02 anos)