Pular para o conteúdo principal

CalMaria 3


Tenho sempre meditado sobre essa capacidade sobrenatural de viver a paz e a alegria em meio às tempestades.

Aprender a viver em calmaria é um processo, como toda aprendizagem. Requer decisão e perseverança. Paciência e fé.

Mas ultimamente tenho pensado muito na calma de Maria, mãe de Jesus. No relacionamento e no cuidado com o seu filho, frente à situações que ela não compreendia muito bem, a Bíblia nos diz que ela “guardava no coração”. 

Isso me intriga: essa capacidade quando, diante de um conflito ou um fato inesperado e novo, simplesmente “guardar no coração”, numa atitude de quietude, de paciência, de 
sabedoria, aguardando em Deus.

Eu preciso aprender com Maria.
Me ensina, Senhor, com  Maria, calMaria.

Palavra do Pai:

“Tenho certeza, agora, de que verei a bondade de Deus na exuberância da terra. 
Contem com o Eterno. Animem-se! Não desistam! Repito: tenham esperança no Eterno.”  Salmos 27.13, 14

Ellen Quintela Duarte 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Olá, querida

Olá, querida! Não. Não me refiro a uma saudação. Refiro-me ao livro de Ann Napolitano, “Olá, querida”. Foi a nossa proposta de leitura do Clube do Livro este mês. Devorei a leitura, como sempre, quando um livro me envolve e me joga para dentro das suas páginas. Agora, orfã da leitura e com saudade das personagens, fui procurar o filme Adoráveis mulheres, baseado no livro Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, publicado em 1868. Isto porque no Olá, querida, as irmãs Padavano têm nas irmãs de Mulherzinhas uma referência, uma bússola existencial delas próprias. Então pensei: vou ler Mulherzinhas também. E comecei, mas desisti. Desisti não porque não tenha gostado do livro, mas porque senti que estava ficando saturada do universo das personagens, e eu não queria isso. Resolvi me afastar. Mas ainda havia muito tempo para o próximo encontro do clube, então pensei: o que faço enquanto isso? O que vou ler agora? Abri meu Kindle e escolhi aleatoriamente Machado de Assis: Helena, Pu...

Escuta ativa

Segunda-feira, 9 horas da manhã. Ainda estou envolta nos pensamentos que afloraram à mente nas horas mal dormidas da noite que se foi. Quando não se dorme, parece que todos os pensamentos nos assaltam. Mas agora, estou sentada à mesa, em meu trabalho. À frente, a tela do computador, ao lado as grandes janelas de vidro que me revelam a avenida movimentada. Dou um longo suspiro. Então algo chama a minha atenção! Um som. Olho para fora, e a paisagem é de postes, fios, carros, buzina, gente falando, enfim, os barulhos de um ordinário dia de semana... tão urbano! Mas algo me toca, uma melodia saltitante que me desperta e me move à sua procura. Olho de novo, e ali está ele, olhando para mim, cantando e estufando o seu peitinho. Sou tomada de enlevo. Fecho os olhos e escuto com os ouvidos e com o coração. Escuto Deus: “Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimentos em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta. Acaso vocês não são muito mais valiosos ...