Escrevo pra mim mesmo, faz parte da minha essência. O meu objetivo não é escrever para o outro, sequer há um objetivo assim, definido. Escrevo para expressar o que se passa na minha alma. É como quando a visão está embaçada e você foca o olhar para enxergar melhor. É isso o que a escrita faz comigo, ela me ajuda a me enxergar melhor. Escrevo para ordenar meu pensamento. É como quando um tornado tira tudo do lugar e tudo fica pelos ares e em caos, até que vem a calmaria, e tudo se assenta. É isso o que a escrita é para mim. Ela é a calmaria em meio ao caos de pensamentos velozes e muitas vezes desconexos. Ela é a minha quietude e solitude necessárias. Escrevo para fixar as coisas que eu aprendo na caminhada. Tenho essa necessidade de capturar em palavras as ideias e aprendizagens que me transformaram de alguma maneira. Já dizia Rubem Alves: "Tenho sempre comigo o meu caderno. Meu caderno é a minha gaiola de prender ideias. Porque as ideias são entidades fugidias, pássaros. ...
Ziguezagueando cheguei até aqui. Parei e me encontrei nesta volta, mas não perco de vista a que adiante está.