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Postagens

#5 A escrita

Escrevo pra mim mesmo, faz parte da minha essência. O meu objetivo não é escrever para o outro, sequer há um objetivo assim, definido. Escrevo para expressar o que se passa na minha alma. É como quando a visão está embaçada e você foca o olhar para enxergar melhor. É isso o que a escrita faz comigo, ela me ajuda a me enxergar melhor. Escrevo para ordenar meu pensamento. É como quando um tornado tira tudo do lugar e tudo fica pelos ares e em caos, até que vem a calmaria, e tudo se assenta. É isso o que a escrita é para mim. Ela é a calmaria em meio ao caos de pensamentos velozes e muitas vezes desconexos. Ela é a minha quietude e solitude necessárias. Escrevo para fixar as coisas que eu aprendo na caminhada. Tenho essa necessidade de capturar em palavras as ideias e aprendizagens que me transformaram de alguma maneira. Já dizia Rubem Alves: "Tenho sempre comigo o meu caderno. Meu caderno é a minha gaiola de prender ideias. Porque as ideias são entidades fugidias, pássaros. ...

Sobre as promessas de Deus

(Dia de tirar texto do baú... 03/05/2015) Hoje, pela primeira vez neste ano, parei para ler a Bíblia. Ano insípido, sinto a estafa no meu corpo, na minha mente, nas minhas emoções. O fato de não conseguir ler a Bíblia, por desmotivação – e qualquer outro livro, é um sinal alarmante. De fato, ler, para mim, é como respirar. Mas abri a minha Bíblia pensando que eu deveria me forçar a leitura. Comecei a folhear o livro de Hebreus, lendo os textos grifados por mim, outrora. Me deparei com Hebreus 11. Em minha tentativa da leitura bíblica, prossegui no texto que, na sequência traz a galeria dos heróis da fé. Nesta altura, eu já estava envolvida, querendo ler mais das “figuras da fé” citadas. Um detalhe da narrativa me chamou a atenção, nos versículos 13 e 39. Lá está escrito respectivamente: “todos estes (Abel, Enoque, Noé, Abraão e Sara) morreram na fé, sem ter obtido as promessas”, e, “Ora, todos estes (Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sans...

2020: Vá, coloque um vigia.

Gosto de encerrar o ano avaliando o que se foi e sistematizando minhas intenções para o novo ciclo de 365 dias. Mas o fato é que chegou 31/12/2019 e eu não consegui pensar em nada. Chegou dia 1º e nada me ocorreu. Então finalizei a leitura do livro “Vá, coloque um vigia”, de Harper Lee, livro que ganhei do meu filho Guilherme, em meu aniversário. Finalizei a leitura tão absorta na narrativa, que imediatamente reiniciei sua leitura. De certa forma, me identifiquei com os conflitos de Jean Louise, personagem protagonista, e os enfrentamentos necessários pelos quais ela passou. O sábio e excêntrico tio Jack foi o facilitador no exercício de autoconhecimento da sobrinha: “A situação ficou suportável, Jean Louise, porque agora você é você... o vigia de cada um é a própria consciência” (pag. 239). “Vá, coloque um vigia” , me fez pensar sobre um despertar da consciência de mim mesma, desgrudada da consciência dos outros: pai, mãe, marido, filhos, amigos, convenções... Em outras p...

As boas escolhas que transformam nossa vida

Há exatamente um ano, tomei uma decisão muito consciente: vou fazer exercício físico regularmente. Faço parte daquele grupo de pessoas que não gosta de caminhar (nem na praia!), não gosta de academia e não gosta de praticar esportes. Mas após um longo período de desconstrução na minha vida, eu estava disposta a estabelecer novos objetivos e fazer novas escolhas que me impulsionassem para cima, e me fizessem sair daquela zona morna de conforto. A academia foi uma dessas escolhas. O treino funcional foi uma aposta no escuro, eu nem sabia direito do que se tratava. Mas o meu objetivo, esse sim, era muito definido: eu queria saúde e queria enfrentar a hipertensão com exercícios e boa alimentação.  Depois de seis meses, incorporei também a musculação em minha rotina de treino. Hoje, um ano depois, estou aqui para dizer que não, não é fácil, não é exatamente agradável e a academia com seu “tuch-tuch” ainda me incomoda um pouco. Mas, sim! Valeu e continua valendo...

As pequenas escolhas do dia a dia

Sou hipertensa Descobri alguns anos atrás em exames de rotina. Não tenho histórico na família, não tenho uma alimentação desregrada, não tenho excesso de peso e sou relativamente nova. Fiz diversos exames na época para investigar as causas possíveis, mas eles não revelaram nada.   Resumo da ópera: sou assim. Meu médico me passou duas prescrições: o uso contínuo de medicação e exercício físico. Hoje minha pressão arterial está controlada e tomo regularmente meu remédio. Mas o exercício físico...   Este eu sempre relutei, empurrei, procrastinei. Finalmente neste mês, novembro de 2018, bati o martelo, decidi encarar e sair da minha zona de conforto. Iniciei um treino funcional em uma academia próxima a minha casa. Tenho consciência que a escolha pelo exercício físico precisa ser diária ou, pelo menos, toda terça, quinta e sexta-feira (meus dias normais de treino). Ontem, véspera de feriado, um dia extremamente quente, saio do meu trabalho no final do dia e n...

Sim, eu tive depressão. Hoje tenho escolha, desafio e pressa.

Último dia do ano. Motivos para agradecer? Minha vida sem depressão! Agradeço constantemente a Deus! Um simples caminhar pela rua, da minha casa ao trabalho, de cabeça erguida, percebendo as cores e os movimentos ao meu redor, é motivo de satisfação e profundo agradecimento a Deus. As novas aprendizagens dos três últimos anos são tesouros inestimáveis. Tantas novas descobertas sobre mim mesma, algumas desconcertantes, mas necessárias. Um novo olhar sendo construído a respeito da vida, da família, da igreja, de Deus. Se por um lado todas as minhas estruturas foram abaladas, algumas desconstruídas mesmo – e esse é um processo doloroso, por outro lado, enseja-se o novo. O espetáculo da vida continua com um elemento inestimável que eu julgava ter perdido, mas que está aí, insinuando-se à véspera do novo ano: o desafio! Sou desafiada à reconstrução da fé em Deus, da autoestima, à afirmação dos princípios que me fazem ser quem eu sou, à autoafirmação como ser hu...

Novas aprendizagens

É quinta-feira. Aprendendo a viver a minha meia idade, entre indas e vindas emocionais. Aprendendo a lidar com os efeitos da pré-menopausa. Aprendendo a driblar a ansiedade que insurge-se a cada momento. Aprendendo a identificar os sinais do meu corpo que gritam que não tenho mais vinte aninhos. Aprendendo a respeitar as limitações físicas e emocionais transformadas com o tempo (e em constante transformação). Aprendendo a admirar a beleza física da maturidade. Aprendendo a controlar menos (tudo e todos... certamente uma das aprendizagens mais difíceis!). Aprendendo a amar o meu marido como ele é. Aprendendo a amar os meus filhos como eles são. Aprendendo a me amar como eu sou(!). Aprendendo a ver e viver a vida como ela é. Aprendendo a solitude. Aprendendo a aprender Deus. “A cada nova fase, uma nova mulher”. Ellen 13/09/2018

O que temos pra hoje? Viver!

“Hoje levantei, tomei meu café da manhã com meu marido e filho e os despedi para seus trabalhos. Fui à janela do meu quarto, atraída pelos raios de sol, após tantos dias com chuva. Reclinei minha cabeça no umbral, fechei os olhos e tive um daqueles momentos ímpares de felicidade: sentindo a brisa da manhã acariciar meus cabelos e o raio de sol tocar minha face, tive a nítida sensação de meu Pai amoroso, Deus,  me abraçando e dizendo:   - Bom dia filha querida, viva!”. Ellen - 28/06/2013