Pular para o conteúdo principal

Postagens

Conexão

Último dia do ano. Dia de reflexão. Me permito um corte. Minha reflexão não passa pelos tumultos políticos nacionais vividos, ou mesmo pelas novas e duras realidades suscitadas pela Covid-19 ao longo dos últimos anos. Não passa pela guerra Rússia-Ucrânia, não passa pela realidade de destruição constante das nossas matas e da riquíssima natureza que Deus nos deu. Não passa pela multiforme injustiça cometida diariamente. Não passa pela análise das grandes corrupções e pequenas corrupções. Sobre essas e tantas outras realidades, há tanto que se pensar, se dizer, se fazer, mas... não. Hoje tiro o dia para pensar em mim. O meu recorte sou eu. Neste ano, o meu corpo sentiu sobremaneira e de forma inédita, vários impactos de um corpo que naturalmente envelhece. A cabeça, que se sente jovem, impressiona-se com um corpo que nem sempre a acompanha. De fato, vislumbro a realidade, quando percebo a ruptura entre o que quero e o que posso fazer, fisicamente falando. Não que eu me sinta ...

Por quê? Por quê?

(Dia de tirar texto do baú!!!) Hoje, em minha meditação, fui tocada pelo texto: “Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.” [1] Me ocorre que eu posso enlouquecer tentando entender “o por quê” das coisas. Por que os filhos, muitas vezes, se afastam da fé, se somos diligentes no seu ensino; se este ensino é coerente; se sempre os apresentamos a Deus em oração; se sempre os confrontamos quando erram? Por que determinada oportunidade de negócio não dá certo, se buscamos sinceramente a orientação de Deus? Por que sofremos prejuízos financeiros se sempre agimos com lisura, com honestidade e retidão? Por que somos abatidos pela doença se temos uma vida regrada e uma alimentação saudável? Por que, às vezes, a tragédia nos atinge? Por quê? Às vezes me sinto como Jó, perguntando: “em que tenho errado”? Mas, tenho aprendido que o foco não deve ser esse. Concentrar a nossa atenção na tentativa de entender “o por quê” não é saudável. Veja: “Quase me...

En cas

Gosto de ler sobre sobre alimentação saudável. Uma alimentação que promova a saúde, e não a ruína do meu corpo. Certa vez, li um livro curioso sobre o estilo de vida das francesas. Leitura leve e interessante, focada  justamente na relação que existe entre aquilo que comemos e a nossa qualidade de vida, e como isso deve ser prazeroso e pacificador.  Dentre tantas coisas, a autora orienta a identificarmos alimentos agressores e fazermos substituições . E também nos aconselha, em caso de um ataque de fome ( en-cas ), sempre termos alguma coisa em mãos, algo que, ingerido, o corpo registre como uma refeição ligeira ( minirepas ), para calar os “pequenos demônios” ( petits démons ).  Por exemplo: ter por perto um pequeno saco com castanhas, pode ser não apenas um intimidador psicológico no caso de um ataque de vontades, como também um substituto capaz de refrear o ímpeto  da fome até o momento da refeição. Guarde isto:  En-cas... "no   caso de" . O interessan...

Escolhe, pois, a vida!

Dia de tirar texto do baú:   Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames o Senhor, teu Deus, andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, então viverás e te multiplicarás, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra que agora passas a possuí-la.  (...) Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, o teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade, para habitares na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.  (Deuteronômio 30.15, 16, 19, 20 – RA). Esta manhã este texto veio à minha mente em meio à reflexões sobre “escolhas”. Afinal, sempre temos diante de nós, invariavelmente, o benefício da escolha (e as consequênc...

“O porém”

Uma das lições que aprendi na terapia é perceber os meus sentimentos e questioná-los. Como quando fico irritada, mal-humorada e sem paciência com quem está próximo de mim (coitado do meu marido!). Então, faço uma pausa e converso comigo mesma: “Por que está irritada, ó minha alma?” – parafraseando o salmista. Vou puxando o fio da meada e, às vezes, me surpreendo com o que encontro. Quando descubro o motivo real, o ponto de partida, o elemento causador, o gatilho, então consigo ser mais realista, prática e, geralmente, mais efetiva no enfrentamento da questão. Hoje acordei querendo encontrar algo especial na minha Bíblia. Então pedi um texto à Deus pensando em uma amiga querida que está celebrando mais um ano de vida. Ei-lo: “Durante o dia, porém, o Senhor me derrama o seu amor, e à noite entoo seus cânticos e faço orações ao Deus que me dá vida” (Salmos 42.8).  “O Deus que me dá vida...”. De manhã o amor caindo como cascata sobre nós, e à noite, cânticos e orações ao Deus ...

Inevitável influência

“A mulher viu que a árvore era linda e que seu fruto parecia delicioso, e desejou a sabedoria que lhe daria.  Assim tomou do fruto e comeu. Depois, deu ao marido, que estava com ela, e ele também comeu.”  Gênesis 3.6 ________ Lendo Gênesis e pensando na questão da presença.   A simples presença.  O poder de estar presente.  A minha presença na relação com o outro.  A presença exerce uma influência que é inevitável - para o bem ou para o mal, positiva ou negativa, quer seja intencional, ou não. Mas, a partir do momento que eu tenho essa consciência, eu sigo mais cuidadosa, mais atenta, considerando o outro, e não  apenas a mim mesma. Sigo a vida vigilante: como a minha presença tem tocado quem está comigo? Ellen Foto: Pé de marmelo - Mendoza - Argentina Fotógrafa: euzinha!

#3 A presença

❤ Sabe quando um texto te chama? Você lê e ele fica com você. Você dorme, acorda, dorme, acorda, passam-se os dias, e ele continua ali. Você, até sem perceber, começa "lincar" várias coisas do seu dia a dia com o texto. Começa "lincar" outros textos com o texto. Eu nem sei dizer quantas vezes já li Isaias 40 na minha Bíblia. Aliás, ele está na minha lista de textos bíblicos preferidos. E digo o porque: gosto de ler e imaginar o que o texto sugere.  “Quem mais segurou os oceanos com as mãos? Quem mediu os céus com os dedos? Quem mais sabe o peso da terra ou pesou na balança os montes e as colinas? ”. Verso 12.  Também gosto da maneira que ele é escrito: vai jogando várias perguntas ao leitor, e vai naturalmente impulsionando o pensamento.  Ele aponta Deus e a sua grandeza. Quando o leio, sou levada a afirmar com devoção: esse é o Deus da minha vida! Mas desta vez, as perguntas do texto me chamaram a atenção de um modo diferente. Em vez da contemplação, elas me provoc...

Foco no essencial

❤ Hoje, domingo. Último dia de janeiro de 2021. Enquanto tomava meu banho, organizava minhas ideias sobre o novo ano e sobre meus objetivos para ele. O ano virou com um sopro de esperança pela chegada da vacina contra o Covid-19. Toda virada de ano, por si só, nos traz um sentimento de recomeço, de novas chances, de algo novo, de que melhores dias virão. Sentimentos bons de esperança. Mas esse início de ano, para mim, foi diferente. Nem bem começou e já vivi dias de muito estresse, juntamente com minha família. Acontecimentos que geraram perplexidade, decepção e frustração. Sentimentos incômodos de injustiça. E sem que eu percebesse, eles desencadearam em mim um processo de ansiedade acompanhado de   sintomas já conhecidos  e evocaram lembranças de tempestades outrora vividas. Me vi ali novamente, no meio da tempestade emocional, meus olhos fitos nos raios e trovões, sentindo a chuva intensa me deixar completamente encharcada. Sensação de estar afundando.  ...