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A Borboleta e o Príncipe Corajoso

Minha amiga Borboleta!  Isso mesmo! Descobri que o seu nome, Vanessa, quer dizer “borboleta” e, “por extensão, os simbolismos associados com a transformação, a renovação e a felicidade”¹. Gostei muito dessa imagem! Hoje olho para você, e vejo exatamente isso: uma linda borboleta de asas fortes, que alça seus voos, colorida no corpo e na alma, leve e solta. Olhando para trás, você teve o seu tempo de casulo, aquele tempo de formação e transformação. Certa vez li um texto muito interessante que, a certa altura, dizia: “é no estertor da crisálida que nascem as borboletas de asas fortes”². Eu vejo esse espaço de tempo existente entre você se permitir ser amada e você se permitir amar, como esse casulo, forjando em você a mulher forte que se abriu para o amor. O processo não foi rápido, do tipo “amor à primeira vista”, e nem fácil, em muitos momentos. E no estertor da crisálida, por vezes, o sofrimento foi intenso.  Mas, amiga, precisava ser assim, não só por causa do amor que esta...

Laura

O dia é 4 de março de 2024. Hoje ficamos sabendo que o serzinho na barriga da mamãe Gigi, é uma menininha! Que emoção! Hoje nossa netinha ganhou um nome: Laura, nome que evoca força e beleza.¹ Sou a caçula em minha família. Acima de mim tenho dois irmãos que amo muito, dois homens. E sou mãe de dois homens, que também amo muito. O fato é que sempre vivi imersa em um universo mais masculino. Então, ter uma netinha, mulher, chega a mim como um imenso presente do Pai. Estou ansiosa por ser avó de uma menininha. Uma querida amiga me disse que vou amar “laços e fitas”! Mas, Laurinha, cresça sem pressa, meu amor.  Curta a barriga quentinha e segura da mamãe. Sinta o seu carinho a cada toque, a cada ato de cuidado que ela tem consigo mesma, pensando em você. Escute o papai conversar com você, tocando a barriga da mamãe e dizendo que te ama. Escute, Laurinha! Fique atenta quando eles orarem por você, escute suas palavras. Ou quando lerem as lindas histórias do Deus de amor para você. Você...

Tutu-tutu-tutu

O dia é 6 de fevereiro de 2024.  Estou no trabalho. Guilherme trabalha em sua mesa, defronte à minha. Em dado momento, ele olha pra mim e diz: é hoje! E eu percebo claramente aquela ansiedade gostosa, de quem vai ver o filho (ou filha) pela primeira vez, mesmo que, ainda, apenas pelas imagens do ultrassom. No dia anterior, Gigi me contava que não abriu o presente que mandei para ela.    Conta-me que é o primeiro presente do neném, e ela quer que seja nominal - pro Isaac ou pra Laura. Mas voltemos ao dia de hoje. São 11h20, o horário do primeiro ultrassom. Peço ao Gui que filme o " pontinho pulsante " e nos envie no grupo da família. Em instantes chega a mensagem: “Já estamos aqui, coração está na boca!”. E não demora muito, três vídeos entram no WhatsApp, com as palavras: “nossa azeitoninha 💓 " . O primeiro, nos mostra claramente o batimento do coração: tutu-tutu-tutu; o pai celebrando o coraçãozinho forte, e a mãe com um sorriso imenso e emocionado. No s...

Minha mãe & eu

O dia é 22 de janeiro de 2024. Me lembrei de um livrinho que ainda guardava aqui comigo. Eu o lia para o Guilherme e para o Danilo quando eram pequeninos. Fui procurar e o encontrei: “Minha mãe &  eu – livro de histórias de Bíblia”. Guilherme ganhou o livro da vó Eloá, de presente de Natal, quando tinha 3 aninhos apenas. Estava lá, com dedicatória e tudo. Folhando o livro, em meio à recordações gostosas de um tempo que se foi, encontro a história: “O bebê Isaque”. Sem pensar duas vezes, embrulho o livro pra presente e peço para o Gui entregar para a Gigi - um presente para o nosso bebê.  Filhos, contem sempre as histórias do Pai do Céu para ele! Desde já. 🧡 Ps. Gigi nos contou que Isaac é o nome do nosso amorzinho, se for um garotinho.   #vemamorzinho🧡 Ellen Quintela Duarte  Londrina, 06/02/20024

Vem amorzinho

O dia é 20 de janeiro de 2024.   Recebemos os filhos em casa para uma noitada de pizzas (feitas por nós, é claro!).   O motivo do encontro são os mimos que o filho Gui e a filha/norinha Gigi nos trazem - para os pais e para o mano, “apenas uma lembrancinha do casamento”, eles enfatizam.   Enquanto as pizzas assam, somos convidados a abrirmos os nossos presentes, todos felizes com esse gesto carinhoso dos noivos.   E assim abrimos nós três , ao mesmo tempo : u ma caneca fofa para cada um !   Na minha caneca está inscrito: “Foi promovida à vovó”.  Oi? Sabe aquele “ deley ”? Aqueles poucos segundos até entendermos, de fato, o que estava acontecendo?    Que misto de sentimentos!    A expectativa dos filhos em nos comunicar que estão grávidos, e a visível sensação de leveza ao repartir a notícia com a família. O “ Ohhh !” de admiração do mano Dan, agora promovido a titio. O pai boquiaberto, pausado na surpresa: Vovô! O choque momentâ...

Jardim de inverno

Recentemente li Jardim de Inverno , de Kristin Hannah,  o 4º livro dela que leio este ano. Gosto muito da sua escrita e dos temas que ela propõe.  Esta é a história das relações complexas entre uma mãe fria e distante, e suas filhas carentes da sua atenção e do seu carinho. As filhas crescem, todos seguem o seu caminho, conformados com a vida, até que algo acontece... É a história sobre seus medos velados e o poder que eles têm de ditar o curso de suas vidas. É a história da surpreendente mudança que ocorre quando é permitido um pequeno facho de luz sobre a crua e nua realidade da vida, fazendo com que a verdade e o medo, que estavam na profundeza, sejam trazidos à superfície e sejam enfrentados. O processo não é rápido e nem fácil, mas inevitável. É a história de um pai incansável em tentar aproximar mãe e filhas, pacientemente. É uma história de recomeços, "aos 45 minutos do segundo tempo”. A história intercala presente e passado, baseado em fatos históricos, e e...

Escuta ativa

Segunda-feira, 9 horas da manhã. Ainda estou envolta nos pensamentos que afloraram à mente nas horas mal dormidas da noite que se foi. Quando não se dorme, parece que todos os pensamentos nos assaltam. Mas agora, estou sentada à mesa, em meu trabalho. À frente, a tela do computador, ao lado as grandes janelas de vidro que me revelam a avenida movimentada. Dou um longo suspiro. Então algo chama a minha atenção! Um som. Olho para fora, e a paisagem é de postes, fios, carros, buzina, gente falando, enfim, os barulhos de um ordinário dia de semana... tão urbano! Mas algo me toca, uma melodia saltitante que me desperta e me move à sua procura. Olho de novo, e ali está ele, olhando para mim, cantando e estufando o seu peitinho. Sou tomada de enlevo. Fecho os olhos e escuto com os ouvidos e com o coração. Escuto Deus: “Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimentos em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta. Acaso vocês não são muito mais valiosos ...

As irmãs

A minha mente não consegue alcançar Deus, não consegue explicar Deus. Ela questiona, quer ver a lógica na existência de um Deus, que é o Deus criador, o Deus da Trindade, o Deus que está distante, mas que está perto... minha mente não alcança isso, questiona. Mas a fé que há em mim, acolhe esse Deus, e permite que esse Deus, cuja existência está além do nosso mundo natural, o Deus sobrenatural, me traga sentido de vida. Em Deus, então, tenho vida, vida plena, apesar da nossa incompletude de seres humanos. Aos questionamentos da minha mente eu digo: “Tudo bem, você é a mente sendo mente. Apenas respeite (e até aceite!) a presença da fé, sua irmã. E respeite aquela outra dimensão que ela traz... e que torna a vida tão bela, tão desafiadora”. Ellen - 12/02/2023 Sobre a foto Parte 1 - Houve um tempo em que haviam duplas de cuidado mútuo em nossa igreja. Minha mãe e a Maria Helena formavam uma destas duplas, e eu brincava: "Tudo bem, eu compartilho a minha mãe com você!"...