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Desperta! Aquiete-se!

Sexta-feira tive uma noite mal dormida. De manhã, quando comecei a embalar um sono, pensei: “Vou aproveitar esse embalo e dormir até a hora que eu conseguir”. Eu havia me comprometido, na noite anterior, a acordar cedo para participar de um encontro virtual, uma aula, com um médico integrativo e com sua esposa, que é a minha instrutora de Atenção Plena. Ambos, amigos queridos.* O despertador toca, eu o desligo e continuo deitada, com uma pontinha de culpa. E durmo, deliberadamente. Então, minha gatinha começa a miar do meu lado, pedindo o seu “café da manhã”. Eu tento ignorar, tapo os ouvidos com o travesseiro, estou com sono! Enfim, me levanto. Alimento a Sophie, acabo despertando e agradecendo por ela ter me arrancado da cama. Me arrumo e vou para a minha aula. E que aula! Fiquei feliz por ter despertado e participado, atenta, àquele momento precioso. No dia seguinte, que é hoje, domingo, estou em minha cama, acabei de acordar, com vontade de ler a palavra do Pai. Estou e...

Vida em vida

Me encontrei recentemente com uma amiga querida. Almoçamos juntas e colocamos o papo em dia. Compartilhamos vida. Vida! Embora haja estudos e pesquisas abundantes sobre uma humanidade cada vez mais ansiosa, eu olho perplexa para minha própria vida. Constato a minha vulnerabilidade, meus vazios existenciais, meus questionamentos, identifico gatilhos, admito períodos em que sinto tédio e ansiedade, e relembro tempos passados. Parece-me que, outrora, minha fé era tão firme e inabalável, a esperança tão viçosa e resiliente e eu mais forte. Pode ser que sim ou pode ser que não... porque, no final das contas, isso não é o mais importante.  Eu admito as minhas mazelas, mas elas não me definem. Tenho aprendido que o cerne da minha vida não é o que eu sinto. O mais importante não são os meus sentimentos, embora eles sejam importantes. O cerne está no que eu creio. É daí que flui a vida. Essa é a nossa âncora. Certa feita, um especialista na Lei de Moisés, querendo provar Jesus, perg...

Presente de aniversário

O dia inicia, olho para as palavras do salmista, e sinto que elas me tocam no íntimo. Ontem à noite, deitada em minha cama, pedi ao Pai uma palavra especial dele, como presente de aniversário. E hoje me deparo com esta frase, dita por Davi: “Põe-me à prova, Senhor. Examina-me. Investiga o meu coração e a minha mente. Pois estou sempre consciente do teu amor e tenho vivido de acordo com a tua vontade” Do alto dos meus recentes 54 anos, inicio o dia me sentindo desafiada a, nos próximos anos da minha vida, viver sempre consciente do amor do Pai e viver de acordo com a vontade dele. Viver sempre consciente! Me ocorre que isso exige intencionalidade, exige escolha e exige decisão. Isso porque, cada vez mais, me sinto engolida por um mundo repleto de distrações. O dia passa e eu fico perplexa me perguntando: como o tempo escorreu pelos dedos? Diariamente e massivamente somos assaltados por ladrões de tempo. Nossa vida vai entrando numa roda viva de ações automáticas, reações...

Meus eus

♡ Mas... eu não sou eu? Não.  Eu sou eus. _________ Ellens - junho 2023.

Saudade

A vida é assim. Ela vem. Se instala. Se esbalda. Se espalha. Encanta. Aflige. Contagia. Preenche. Mas um dia se vai. E o que fica? Saudade. Sempre é dia para amar e demonstrar amor. ❤ Ellen Londrina, 09/02/2024. Saudade da vó Calu.

Óculos

♡ Um dia, lendo minha Bíblia:  "Como a corsa anseia pelas correntes de água, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus. Tenho sede de Deus, do Deus vivo; quando poderei estar na presença dele?" Salmos 42.1 ♡♡♡ Sinto que aprendi a ler a Bíblia de óculos: óculos da religiosidade, óculos dos meus próprios desejos, óculos da cultura evangélica.  A impressão que tenho, é que não vi Deus direito. Impressão de grau desajustado.  Hoje, sinto a necessidade de me desapegar dos óculos, e reaprender a ver Deus. A minha alma continua com sede de Deus, do Deus vivo. Ellen

Família somos todos

♡ O domingo se foi. Reunimos a família para um almoço especial: o aniversário da bisa. Obviamente não a minha bisa. É a bisa da minha neta Laurinha, minha sogra. O cardápio foi simples e aconchegante: arroz carreteiro e salada de almeirão. A sobremesa? O bolo de aniversário. Momento de família reunida, de “pegar no pé” um do outro, de tirar fotos com o celular, de risada, de comilança, de abraços e de adeus. Agora, a casa está vazia, ou quase vazia. Apenas eu, meu amor e minha gatinha. Sento-me sozinha no sofá, revendo e editando as fotos tiradas, e me detenho especialmente em uma delas. Nela, estou segurando a Laurinha, após sua mamãe amamentá-la. Contemplo a foto por um instante. Corto aqui, clareio ali, dou um close em nós duas. Pronto, ficou ótima. Fecho o meu celular e prossigo em meus afazeres. Dia seguinte, segunda-feira. Almoço sozinha. Após a última garfada, abro as fotos para que me façam companhia, e me detenho especialmente em uma: a tal foto em que estou segurando Laurinha...

Marche!

(Dia de tirar texto do baú!!!) Lendo Êxodo com a Bíblia de estudo. 14.10 – “À margem do mar vermelho, vendo os israelitas que o exército egípcio se aproximava, temeram”. À frente, o mar. Atrás, o exército egípcio. Segundo o comentarista bíblico, sobre este texto, “tanto a coragem quanto o temor dos que são principiantes na fé (crianças na fé) dependem tão somente das condições visíveis e externas.”   O povo olha para a circunstância, para as “condições externas e visíveis”, começa a lamuriar se esquecendo de tudo o que Deus já tinha feito, torna-se pessimista e descrente, e joga toda a culpa sobre Moisés. Neste ponto, o comentarista observa: “o libertador de um povo com espírito de escravidão tem uma das tarefas mais difíceis. Vê-se que quem escraviza o povo não era só o Faraó, mas também a própria mente mesquinha que achava melhor viver como boi ou cavalo, apenas com a comida garantida.” E Moisés, grande líder e educador, maduro na fé, é direto e objetivo. Sua tripla exortaçã...