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Por quê? Por quê?

(Dia de tirar texto do baú!!!)


Hoje, em minha meditação, fui tocada pelo texto:

“Ensinai-me, e eu me calarei; dai-me a entender em que tenho errado.”[1]

Me ocorre que eu posso enlouquecer tentando entender “o por quê” das coisas.

Por que os filhos, muitas vezes, se afastam da fé, se somos diligentes no seu ensino; se este ensino é coerente; se sempre os apresentamos a Deus em oração; se sempre os confrontamos quando erram?

Por que determinada oportunidade de negócio não dá certo, se buscamos sinceramente a orientação de Deus?

Por que sofremos prejuízos financeiros se sempre agimos com lisura, com honestidade e retidão?

Por que somos abatidos pela doença se temos uma vida regrada e uma alimentação saudável?

Por que, às vezes, a tragédia nos atinge? Por quê?

Às vezes me sinto como Jó, perguntando: “em que tenho errado”?

Mas, tenho aprendido que o foco não deve ser esse. Concentrar a nossa atenção na tentativa de entender “o por quê” não é saudável.

Veja: “Quase me resvalaram os pés, pouco faltou para que se desviassem os meus passos”; “inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência?”; “em só refletir sobre isso achei mui pesada tarefa para mim”; “o meu coração se me amargou, e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante, era como um animal irracional à tua presença”.[2]

Esse é o estado de alma enquanto o salmista fica perguntando: Por quê? Por quê? Fixar o olhar nas circunstâncias enfraquece a alma.

Entretanto, o próprio salmista nos aponta outra direção: “Até que entrei no santuário...”[3]. Isto é entrar na presença de Deus e não sair de lá. “Todavia, estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita”.[4]

Mesmo que a gente não tenha resposta para os nossos questionamentos, devemos nos posicionar: “Estou sempre contigo”, e deixar Deus nos guiar com sua mão.

Saudável é estar continuamente na presença de Deus, buscando discernir, a seu tempo, “para que” são todas essas coisas.

Na vida de Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”[5], houve sofrimento real e profundo e, em meio a tanto sofrimento, ele fala, ele grita, ele quase enlouquece tentando entender. Mas ao final ele declara: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado... Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.”[6] Podemos não entender muita coisa na nossa vida, mas devemos crer nos propósitos eternos do Pai para todos nós.

À guisa de conclusão, o salmista declara (e eu me junto a ele):

“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus (Sempre! Sempre!); no Senhor Deus ponho o meu refúgio (Deliberadamente!), para proclamar todos os seus feitos (propósito e missão de Deus para mim!).[7]

Que assim seja.

 

Ellen Quintela Duarte - 2015

Foto: Meditando...
Hotel Fazenda Cainã

[1] Jó 6.4

[2] Salmos 73.2, 13, 16, 21

[3] Salmos 73.17

[4] Salmos 73.23

[5] Jó 1.1

[6] Jó 42.2, 5

[7] Salmos 73.



Comentários

  1. Amem Jesus bom e estar em Deus
    Só nele

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  2. Muito bom filha. Dou graças a Deus por sua fé sempre firme mesmo em meio a tantas controvérsias da vida.

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