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O domingo se foi.
Reunimos a família para um almoço especial: o aniversário da bisa. Obviamente não a minha bisa. É a bisa da minha neta Laurinha, minha sogra.
O cardápio foi simples e aconchegante: arroz carreteiro e salada de almeirão. A sobremesa? O bolo de aniversário.
Momento de família reunida, de “pegar no pé” um do outro, de tirar fotos com o celular, de risada, de comilança, de abraços e de adeus.
Agora, a casa está vazia, ou quase vazia. Apenas eu, meu amor e minha gatinha.
Sento-me sozinha no sofá, revendo e editando as fotos tiradas, e me detenho especialmente em uma delas. Nela, estou segurando a Laurinha, após sua mamãe amamentá-la.
Contemplo a foto por um instante. Corto aqui, clareio ali, dou um close em nós duas. Pronto, ficou ótima. Fecho o meu celular e prossigo em meus afazeres.
Dia seguinte, segunda-feira. Almoço sozinha. Após a última garfada, abro as fotos para que me façam companhia, e me detenho especialmente em uma: a tal foto em que estou segurando Laurinha. Contemplo-a novamente. A filha do meu filho.
Então me vem à memória uma de minhas leituras recentes, O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. Aliás, recomendo a leitura.
É a saga de uma família de imigrantes vindos de Portugal. O livro nos conta a história de várias gerações e suas intrincadas relações familiares. É como diz Antônio, personagem principal:
“Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema. (...) Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza”.
Não obstante este trecho ser célebre entre os leitores, por reverberar a realidade como ela é, outra frase também me atrai e gera conexão. Contemplando a foto, vendo minha neta em meu colo, me junto à Antônio e à Francisco para afirmar: “Família somos todos”.
O domingo se foi.
Reunimos a família para um almoço especial: o aniversário da bisa. Obviamente não a minha bisa. É a bisa da minha neta Laurinha, minha sogra.
O cardápio foi simples e aconchegante: arroz carreteiro e salada de almeirão. A sobremesa? O bolo de aniversário.
Momento de família reunida, de “pegar no pé” um do outro, de tirar fotos com o celular, de risada, de comilança, de abraços e de adeus.
Agora, a casa está vazia, ou quase vazia. Apenas eu, meu amor e minha gatinha.
Sento-me sozinha no sofá, revendo e editando as fotos tiradas, e me detenho especialmente em uma delas. Nela, estou segurando a Laurinha, após sua mamãe amamentá-la.
Contemplo a foto por um instante. Corto aqui, clareio ali, dou um close em nós duas. Pronto, ficou ótima. Fecho o meu celular e prossigo em meus afazeres.
Dia seguinte, segunda-feira. Almoço sozinha. Após a última garfada, abro as fotos para que me façam companhia, e me detenho especialmente em uma: a tal foto em que estou segurando Laurinha. Contemplo-a novamente. A filha do meu filho.
Então me vem à memória uma de minhas leituras recentes, O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. Aliás, recomendo a leitura.
É a saga de uma família de imigrantes vindos de Portugal. O livro nos conta a história de várias gerações e suas intrincadas relações familiares. É como diz Antônio, personagem principal:
“Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema. (...) Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza”.
Não obstante este trecho ser célebre entre os leitores, por reverberar a realidade como ela é, outra frase também me atrai e gera conexão. Contemplando a foto, vendo minha neta em meu colo, me junto à Antônio e à Francisco para afirmar: “Família somos todos”.
A frase nos iguala e nos lembra de uma humanidade compartilhada.
Me liga aos meus ancestrais e à minha descendência.
Me lembra dos meus erros e dos meus acertos como mãe, na caminhada da vida.
Me faz olhar com compaixão para os meus pais e igualmente para os meus filhos, porque... “família somos todos”.
Me faz esperançar ao olhar para minha neta, rebento novo, próxima geração.
Me faz olhar para a família de meus consogros – os avós da filha de meu filho, para a família dos meus amigos, do meu próximo, e pensar: “família somos todos”. É esse fio de humanidade que nos une e nos iguala.
Volto para a foto. Contemplo mais uma vez a filha do meu filho, Laura.
É a continuidade da vida que vem afirmar “família somos todos”.
Me liga aos meus ancestrais e à minha descendência.
Me lembra dos meus erros e dos meus acertos como mãe, na caminhada da vida.
Me faz olhar com compaixão para os meus pais e igualmente para os meus filhos, porque... “família somos todos”.
Me faz esperançar ao olhar para minha neta, rebento novo, próxima geração.
Me faz olhar para a família de meus consogros – os avós da filha de meu filho, para a família dos meus amigos, do meu próximo, e pensar: “família somos todos”. É esse fio de humanidade que nos une e nos iguala.
Volto para a foto. Contemplo mais uma vez a filha do meu filho, Laura.
É a continuidade da vida que vem afirmar “família somos todos”.
Ellen – Londrina, 11/11/2024.
Foto: Laurinha e eu 💚
Livro: O arroz de Palma – Francisco Azevedo.

Linda foto! Ótima reflexão! Família somos todos, os de sangue e os enxertados. Amigos são a família que escolhemos. Somos “amigas-irmãs” de fé e pelo sangue do nosso amado Jesus. Amo você, minha “irmã-amiga”. Bj Vanessa (obrigada pela dica de leitura).❤️
ResponderExcluirFoto maravilhosa e reveladora. A próxima geração, a continuidade, o novo. Que lindo! Deus, na sua imensa graça e misericórdia, nos permite ver, acompanhar e amar todos esse processo. Deus abençoe a Laurinha e seus familiares. Um Beijo, Ellen.
ResponderExcluirBela reflexão sobre essa família expandida. Acredito que nossa existência ganha outro significado qdo entendemos a família dessa forma. Passamos a olhar o outro pelos olhos de Jesus, como irmão, sem diferença de cor, social ou seja lá o que for.
ResponderExcluirFazemos parte de um todo que é a humanidade, maravilhoso! Parabéns pela beleza de sua escrita!
Que lindo Ellen, realmente a Laurinha tem inspirado seus pensamentos….. e todos nós somos presenteados com um momento singelo de reflexão, coisa tão difícil nos dias de hoje mas tão importante, obrigada.
ResponderExcluirEsse texto me inspira para o Natal que está as portas, beijos minha amiga.
Foto delicada ♥️
Obrigada por essas palavras Ellen.
ResponderExcluirSó me faz agradecer a Deus por essa tão especial família. Saber que estou tento o privilégio de ver minha terceira geração é pura benção.
E vc, mulher sábia, tem feito toda diferença, com seu amor, empatia nos une cada vez mais.
Como sogra, esposa,mãe e agora vovó vc nos faz lembrar da importância de "Família somos todos".
Esta foto é a tradução do andar "sem pressa", minha irmã! Que texto lindooo e profundo, me trouxe para uma reflexão não só mental, me relaxou e me abraçou.
ResponderExcluirOlha, estou gostando muito das suas reflexões filosóficas - "Me liga aos meus ancestrais e à minha descendência." - sim, família somos todos e ninguém vai tirar isso de nós, esta instituição não pode ser desconstruída. Ela é perfeita na sua imperfeição e faz você produzir textos lindos como este, que expressa tanta alegria, amor e paz. Continue, irmã, estou gostando, conta mais...
ResponderExcluirLaurinha, menina de sorte por sua família, ou família de sorte pela menina Laurinha? Acho que os dois 🤍te amo filha! E te amo vovó Ellen!
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