Pular para o conteúdo principal

Conectadas

Sábado, 19/07/2025, encontro 19 do Book Lovers.

Diva, 81 anos (fico sabendo depois) se aproxima, olha em meus olhos e diz que gostou muito das coisas que escrevi. Sempre me emociono e me surpreendo quando o que escrevo encontra eco no outro.

Me senti abraçada. Não um abraço meramente formal, mas um abraço emblemático, carregado de significado. É o abraço da "gran mère" que me desafia a "ser jovem enquanto velha, velha enquanto jovem".

Sim, me lembrou aquele livrinho precioso de Clarissa Pinkola Estes: Ciranda das mulheres sábias. E não foi exatamente isso o que aconteceu no encontro do Book Lovers deste sábado? Uma grande ciranda de mulheres sábias compartilhando vida. Que potência! E, no entanto, quanta ternura! 

Enquanto eu ouvia atentamente cada pronunciamento nessa conexão mágica de gerações, de mulheres mais jovens e mulheres mais velhas que se escutam, se acolhem, se amparam e se olham nos olhos, eu ia me sentindo cada vez mais na "pequena casa da floresta".

Eu acho que é isso. O Clube do Livro é a versão expandida da pequena casa na floresta. O que isso quer dizer? Vai ter que ler o livro!

Minha frase preferida:

"Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem".

  Ellen - 21/07/2025

Foto: Mya/Book Lovers

P.S. Em referência ao encontro do Clube do Livro, leia-se Book Lovers by Mari Queiroz /Gabi Cruciol. Livro: Olá, querida (Ann Napolitano).

Gratidão às palavras ternas da Diva ao ouvir, em áudio, algumas reflexões minhas da leitura, enviadas pela Mari no grupo do Wpp. E obrigada a tantas outras que manifestaram seu afeto via grupo. 




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Olá, querida

Olá, querida! Não. Não me refiro a uma saudação. Refiro-me ao livro de Ann Napolitano, “Olá, querida”. Foi a nossa proposta de leitura do Clube do Livro este mês. Devorei a leitura, como sempre, quando um livro me envolve e me joga para dentro das suas páginas. Agora, orfã da leitura e com saudade das personagens, fui procurar o filme Adoráveis mulheres, baseado no livro Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, publicado em 1868. Isto porque no Olá, querida, as irmãs Padavano têm nas irmãs de Mulherzinhas uma referência, uma bússola existencial delas próprias. Então pensei: vou ler Mulherzinhas também. E comecei, mas desisti. Desisti não porque não tenha gostado do livro, mas porque senti que estava ficando saturada do universo das personagens, e eu não queria isso. Resolvi me afastar. Mas ainda havia muito tempo para o próximo encontro do clube, então pensei: o que faço enquanto isso? O que vou ler agora? Abri meu Kindle e escolhi aleatoriamente Machado de Assis: Helena, Pu...

Escuta ativa

Segunda-feira, 9 horas da manhã. Ainda estou envolta nos pensamentos que afloraram à mente nas horas mal dormidas da noite que se foi. Quando não se dorme, parece que todos os pensamentos nos assaltam. Mas agora, estou sentada à mesa, em meu trabalho. À frente, a tela do computador, ao lado as grandes janelas de vidro que me revelam a avenida movimentada. Dou um longo suspiro. Então algo chama a minha atenção! Um som. Olho para fora, e a paisagem é de postes, fios, carros, buzina, gente falando, enfim, os barulhos de um ordinário dia de semana... tão urbano! Mas algo me toca, uma melodia saltitante que me desperta e me move à sua procura. Olho de novo, e ali está ele, olhando para mim, cantando e estufando o seu peitinho. Sou tomada de enlevo. Fecho os olhos e escuto com os ouvidos e com o coração. Escuto Deus: “Observem os pássaros. Eles não plantam nem colhem, nem guardam alimentos em celeiros, pois seu Pai celestial os alimenta. Acaso vocês não são muito mais valiosos ...