Diva, 81 anos (fico sabendo depois) se aproxima, olha em
meus olhos e diz que gostou muito das coisas que escrevi. Sempre me emociono e me surpreendo quando o que escrevo encontra eco no outro.
Me senti abraçada. Não um abraço meramente formal, mas um
abraço emblemático, carregado de significado. É o abraço da "gran
mère" que me desafia a "ser jovem enquanto velha, velha enquanto
jovem".
Sim, me lembrou aquele livrinho precioso de Clarissa Pinkola
Estes: Ciranda das mulheres sábias. E não foi exatamente isso o que aconteceu
no encontro do Book Lovers deste sábado? Uma grande ciranda de mulheres sábias
compartilhando vida. Que potência! E, no entanto, quanta ternura!
Enquanto eu ouvia atentamente cada pronunciamento nessa
conexão mágica de gerações, de mulheres mais jovens e mulheres mais velhas
que se escutam, se acolhem, se amparam e se olham nos olhos, eu ia me sentindo
cada vez mais na "pequena casa da floresta".
Eu acho que é isso. O Clube do Livro é a versão expandida da
pequena casa na floresta. O que isso quer dizer? Vai ter que ler o livro!
Minha frase preferida:
"Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros
também vivem".
Foto: Mya/Book Lovers
P.S. Em referência ao encontro do Clube do Livro, leia-se Book Lovers by Mari Queiroz /Gabi Cruciol. Livro: Olá, querida (Ann Napolitano).
Gratidão às palavras ternas da Diva ao ouvir, em áudio,
algumas reflexões minhas da leitura, enviadas pela Mari no grupo do Wpp. E
obrigada a tantas outras que manifestaram seu afeto via grupo.

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