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#50anos

❤ Neste ano fiz 50 anos. Em novembro. Dia 28. Confesso que eu estava um pouco triste. 50 anos em plena pandemia. Mas absorvi a realidade. O novo normal nos impõe esta condição. Decidimos fazer a comemoração em casa, à quatro: eu, meu marido e meus filhos. Planejamos o menu do jantar e meu filho Danilo se encarregou de ser o chef da noite. Compramos os ingredientes, as bebidas, preparamos o ambiente e, nessa altura, eu já estava bem feliz, curtindo meu momento. O dia 28 amanhece, tomo o meu banho e me sinto feliz, grata a Deus pela minha vida e pelo dia que reservava os preparativos para a minha noite especial. Saio do quarto e observo que meu marido está me filmando no celular.  Caminho para a sala imaginando o que ele está "aprontando".  A mesa está lindamente posta com uma belíssima cesta de café da manhã, e aqueles balões enormes infláveis, com os números da minha nova idade (tenho que dizer: amei os balões!). Ele pede que eu acene com um “oizinho” e, só então,...

#2 Meu melhor amigo

Como é interessante o movimento da vida. No final dos anos 80, me mudei para Londrina junto com meus pais. Meus irmãos já tinham alçado seus voos atrás dos seus sonhos, e eu estava naquela fase adolescente de entender o que eu queria para a minha vida. Foi uma mudança difícil para mim. Em Florianópolis deixei namorado, amigos de infância e adolescência, em meio a um choro contido, despedidas doídas e a expectativa hesitante de morar em um lugar novo, onde eu não conhecia ninguém. Um ano se passa, novos amigos, vestibular, e enfim, a faculdade. Mas, o improvável acontece: nova mudança. Agora, para Curitiba. Desta vez não doeu tanto e eu só tinha que providenciar a transferência da faculdade. Simples. Ou não. Todas as tentativas foram frustradas. Então meus pais vão, e eu fico.  Os anos passam e agora estou indo para o último ano da faculdade, morando em uma república com mais três amigas. Eis que certo dia, minha amiga e xará Ellen, estudante de Artes Plásticas, me convida...

#1 A vida

A questão não é se ela é perfeita. Isso não é o importante, e é bom que não seja, porque essa perfeição não existe. A questão também não é se ela é plena, porque não é, e nunca vai ser, humanamente falando. E a sua beleza consiste nessa incompletude, nesse “vir a ser”, que nos impulsiona à busca, a prosseguir. O importante da vida não é enumerar apenas as suas conquistas, mas computar também suas derrotas, porque estas nos fazem mais sábios, mais sensatos, mais humanos. O importante não é o holofote, mesmo porque, um dia ele se apaga... e o que restou de nós? É bom ficarmos atentos pois a pretendida popularidade pode minar nossa essência pura e nossa liberdade essencial. A questão da vida não está no quanto patrimônio acumulamos ou no montante dos nossos investimentos financeiros, ou nas batalhas vencidas que nos deixaram monetariamente mais ricos... muitas vezes ganhamos o mundo e perdemos nossos tesouros mais valiosos, aqueles que nos são realmente valiosos. A questão não é...

Certo?

Na nossa caminhada, se não estivermos bem atentos, somos induzidos ao erro. Estamos imersos em uma cultura do engano. Sem perceber somos cooptados por ideologias atravessadas e pensamentos coletivos equivocados (o famoso ‘ah!, todo mundo faz’ – como se isso fosse suficiente e legitimador de toda e qualquer ação!).  Hoje, o certo parece errado e o errado parece certo. Por isso a exortação é assertiva e atual: ‘permaneça fiel ao que é certo’. Diante das escolhas diárias, permaneça fiel ao que é certo. E mais: quando a gente assume conscientemente esta postura, mesmo com a possibilidade de perdas e ostracismo, salvamos a nós mesmos e àqueles que estão conosco e nos ouvem. É uma escolha que promove a vida. A pressão pode ser enorme, e é, mas a permanência no que é certo, é o certo.  Certo? "Permaneça fiel ao que é certo, e assim salvará a si mesmo e àqueles que o ouvem."  1Tm 4.16 Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora Ellen - 09/11/2020

A percepção da sombra

A Bíblia é um excelente livro para meditação (comentava isso outro dia com a querida Mari Faleiros). Ao mesmo tempo que nos deparamos com textos difíceis, que demandam um conhecimento do contexto histórico, das figuras de linguagem próprias da cultura da época, às vezes de uma pesquisa em diversas traduções da Bíblia, para que se compreenda com mais  profundidade, o fato é que ela é riquíssima, um vasto campo para nos recolhermos, para aquietar a alma e para receber aquele alimento invisível que vai nos sustentar o dia todo. Pois foi assim hoje. Estamos em uma semana de muita chuva, com um friozinho gostoso, e sair de manhã da cama para ir trabalhar é realmente uma batalha.  Então, ainda deitada, comecei a recitar mentalmente alguns textos bíblicos para ver se despertava a minha mente, os meus olhos, o meu corpo: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem, ...

Confissões

Sou uma mulher de 49 anos. Para ser mais precisa, estou a três meses de completar cinquenta anos. Se por um lado me surpreendo (Uau! Cinquenta anos! O tempo passou tão depressa!), por outro lado, me olho no espelho e uma onda de gratidão invade a minha alma. Não que minha vida até aqui tenha sido um mar de rosas; não que eu tenha alcançado todos os meus sonhos; não que minhas expectativas todas tenham se cumprido; não que eu não sinta no corpo os efeitos do tempo. Quando do alto dos meus trinta e poucos anos meu oftalmologista me alertou que a partir dos meus quarenta anos talvez eu começasse a sentir necessidade de usar óculos, eu respondi: “Ok!”. Mas lá no fundinho, eu pensei: “A tá! Capaz! Tenho cem por cento de visão!”.  Entretanto, hoje confesso: no ano em que completei exatos quarenta anos, fiz meus primeiros óculos. E quando eu publiquei uma foto minha no Instagram, com alguns cabelinhos brancos à mostra e perguntei: “Branquinhos chegando! Eles ficam, ou sumo com ele...

"Pra onde tenha sol, é pra lá que vou..."

Toda manhã a cena se repete.  Acordamos, meu marido levanta primeiro e coloca a ração da Sophie. Nossa gatinha come e vai no banheirinho dela.  Em instantes volta pro nosso quarto e  fica rodeando, procurando seu lugarzinho ao sol.  Só sossega quando eu libero a cama para ela e, então, aninha-se sob os raios solares. Ali  se aquece. Relaxa. Descansa. Curte o momento. Toma o seu banho de lambidas. Cochila feliz. A cena bem que pode ser uma metáfora da nossa procura pelo Pai, logo de manhã. Levantamos e já buscamos a luz da sua presença que nos aquece e nos refaz. Nele descansamos e banhamos a nossa alma. Nele somos felizes. João 1.9 Ellen

Passos

A gente sempre quer chegar logo lá.  Mas é na caminhada que a gente se faz gente, se constrói e desconstrói e constrói novamente.  A gente cai e levanta. Aprende. Chora. Ri. Briga. Busca a paz.  A gente cresce, amadurece... e isso é o maior tesouro. Ellen Quintela Duarte  Foto: Passos.  Ellen e Guilherme no caminho, voltando do trabalho. 10jun2020