Choveu esta manhã. Fui para o escritório e trabalhei embalada ao som da água caindo lá fora. Olhei para a sacada e vi a pombinha lá, andando de um lado para o outro, toda molhada, vez por outra chacoalhando as suas asas para se livrar do peso da água. É preciso dizer, ela é uma visitante ilustre que todo dia vem dar o “ar da graça”, tão perfeita, toda branquinha com o seu rabinho de leque, verdadeira obra de arte do Deus criador. Aliás, costumo dizer que quando ela aparece é Deus vindo me dar bom dia, encarnado na sua criação. Mas hoje, ao olhar para ela ali debaixo da chuva, senti o ímpeto de protegê-la, e comecei a pensar como eu poderia fazer um abrigo ali, para ela. Cada vez que eu a olhava andando de lá para cá, meu coração apertava, eu queria protegê-la, a “minha pombinha". E quanto mais meu coração apertava, mais eu ia ganhando consciência de que eu não deveria fazer nada. Ela sabe se virar, ela tem para onde ir, seu instinto lhe diz o que fazer. Foi assim que o...
Ziguezagueando cheguei até aqui. Parei e me encontrei nesta volta, mas não perco de vista a que adiante está.